O nosso reino

Valter Hugo Mãe continua sendo um dos meus autores preferidos – embora O nosso reino tenha sido lido aos pedaços, emperrando em várias passagens. Uma sensação de exagero no simbolismo, numa poeticidade que nem sempre convencia, levou-me a certo cansaço. No entanto, persisti, porque este foi o primeiro romance dele, e de fato lembrou-me em alguns trechos o impacto que senti com O remorso de Baltasar Serapião – a mesma atmosfera de fantasia aterrorizante, se assim posso definir.

N’O nosso reino tudo se justifica pelo filtro da infância, a perspectiva de um menino que quer ser santo e se perde em superstições (ou em realidades incríveis, não sabemos ao certo). N’O remorso, a fantasia se instala pelo tempo, medieval e fabuloso, que nos leva para uma zona de extremos. São duas soluções diferentes, mas a obsessão criativa parece ser uma só. Mergulhamos no imaginário de um excelente escritor.

A propósito, descobri no apêndice do livro que Valter Hugo Mãe publica crônicas no Jornal de Letras, em Portugal. Confiram uma delas aqui, se quiserem.

Um pensamento sobre “O nosso reino

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