A visitante francesa

      Outro filme para não esquecer é este, do diretor sul-coreano Hong Sang-soo. A visitante francesa traz uma proposta de simplicidade extremamente agradável: o trabalho com a câmera em zooms quase pueris, a locação tranquila e limitada, o perfil dos personagens que se revezam num jogo metanarrativo, o texto fácil…

      O despojamento, porém, é aparente – na medida em que os elementos cênicos se repetem e são manipulados de novas maneiras, a história ganha em complexidade: mas no final a mensagem é novamente simples. Com quantas estratégias se monta um relato? Poucas, muito poucas. Tudo depende de escolhas, pontos de vista, ênfases num ou noutro traço. A verdade é que não se precisa de nada mirabolante para contar uma história envolvente – com humor, um tantinho de suspense e ímpeto, já saímos da pasmaceira e das fórmulas de tantos filmes que proliferam por aí, praticamente à toa.

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