Lições de partir e voltar

Termino 2013 com a boa sensação de crescimento, por conta de tantas viagens. Prudentópolis, Curitiba, São Paulo, Jeri, Igatu, Mucugê, Salvador, Dresden, Berlim, Frankfurt – e, mais recentemente, Cidade da Praia, na Ilha de Santiago: todas essas paisagens me trouxeram ensinamentos. Mas a principal lição acontece quando retorno. Gosto de abrir a porta de casa e perceber o cheiro que já esqueci. Adoro estranhar o sol de Fortaleza e me reacomodar com uma rotina cheia de momentos gratos (e alguns aborrecidos). Estou consciente do instável, do milagroso que é cada dia a se viver num lugar, e não em outro. É preciso despertar esse sentido de espanto: por que as coisas deveriam ser assim? Há inúmeras opções, latentes; o fato de realizarmos umas não anula a existência das demais. É essa expansão quase incontrolável que eu exercito, ao viajar. E, quando volto, tenho certeza de que meu caminho é múltiplo, com várias artes e projetos que me apaixonam. Quero fazer tudo, embrenhar-me no que for possível, com a maior das intensidades; não me contento com uma satisfação mediana. Quero o descobrimento de mundos – em livros e expedições e pessoas com suas histórias e trajetórias singulares. Quero a vida enquanto ficção: mágica e improvável.

Pai Inácio

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s