Passeio no barroco

Estive em Minas na semana passada e enchi meus olhos de barroco. Lia, durante a viagem, o apropriado Drummond. Dele retiro o fragmento de Passeios na ilha: serve para refletir – antes e depois de olhar estas imagens lindas, capturadas no Museu de Diamantina:

 “Barroco, afinal, não é apenas uma atitude antiluterana, circunscrita no tempo e no espaço, porque barroco é um modo de ser permanente da sensibilidade, barroco é o esquema de gravitação dos corpos celestes, barroca é a circulação do sangue nas veias e – acrescenta o sábio Reinaldo dos Santos – ‘o mar é barroco’. Mesmo, porém, dentro da perspectiva histórica, podemos anotar um barroco da Reforma, e foi o que fez um companheiro do crítico espanhol na tertúlia de Pontigny, onde se discutiu o problema da arte barroca. O pintor holandês Gudman acha que o verdadeiro pintor barroco é Rembrandt, entre outras razões porque procede de Lutero e porque exalta a vida individual.” (pp.77-8, grifo nosso)

O primor detalhista torna este São Francisco tão expressivo que até se veem os dentes em sua boca aberta.

O primor detalhista torna este São Francisco tão expressivo que até se veem os dentes em sua boca aberta.

De provável autoria de um discípulo de Aleijadinho, esta escultura veio de Sabará.

De provável autoria de um discípulo de Aleijadinho, esta escultura veio de Sabará.

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