Mon seul désir

Continuando a postagem anterior, prossigo na tentativa de traduzir Paris através dos museus. Ainda no Louvre, visitei as obras medievais e deparei logo com a beleza da Bôite Reliure, caixa-livro da primeira metade do século XI, que a partir de 1677 continha a “fórmula do sermão dos duques de Brabant”, com filigranas, esmaltes carolíngios e os quatro evangelistas nos cantos – uma peça que merece longos momentos de contemplação.

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Também o Relicário do braço de Carlos Magno (Liège, 1165-1170) e o Relicário de São Francisco de Assis (ateliê de Limoges, c.1228), em forma de trevo, me fisgaram.

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A Idade Média se mostrava ainda em faianças e tapeçarias medievais. Estas últimas, em vermelhos e azuis pálidos, delineando-se em meio a tons terrosos para compor uns rostos crespos de lã, foram um ótimo prelúdio do que eu veria no Musée de Cluny. A famosa sequência dos tapetes da Dame à la licorne me arrebatou, como não poderia deixar de ser. Mas, se todas as atenções apontavam o tapete enigmático do sexto sentido, intitulado “Mon seul désir”, nem por isso deixei de passear longamente pelas outras salas, transportando-me às termas de Cluny (na época da Lutécia), olhando lápides do século XIII ou apreciando as esculturas antigas. O destaque vai para este capitel mostrando Daniel na cova com o leão (Paris, vers 1030-1040):

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E, embora as esculturas góticas (e as igrejas!) mereçam um espaço específico de comentários, por enquanto eu apenas atiço, com a beleza destas estátuas longuíssimas (ainda do Musée de Cluny):

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