Chorar nos museus

E não me esquecerei da senhora que me contou como certo dia, estando sozinha num museu de tapetes do Irã, pôs-se a chorar discretamente, mas não tanto a ponto de passar despercebida por uma jovem, também visitante. A desconhecida se aproximou e, num inglês canhestro, lhe disse que, sendo a senhora estrangeira e aparentando estar tão triste e só, poderia acompanhá-la para um chá. As duas conversariam e se sentiriam melhor. Naquele instante, a iraniana lhe pareceu mais bela que todos os tapetes do mundo: a senhora a abraçou em resposta à sua generosidade, e chorou ainda mais.

Para chorar também: Santa Maria Madalena (vers 1515), por Gregor Erhart, no Louvre.

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