Histórias de tempo e silêncio

Acabo de assistir ao Histórias que só existem quando lembradas (Brasil, 2011), da diretora Julia Murat. Estava mesmo precisando de um filme assim, lento, como uma coleção de cromos expostos, dando tempo a que a gente reflita – e contemple. Cada vez mais me cansam os ritmos dos filmes de ação, e é quase uma heresia a forma como consumimos – de maneira tão descartável e rápida – essa arte, que é uma das mais demoradas a se realizar. Pois Histórias que só existem… entra para a minha lista (assim como O piano, assim como Lavoura arcaica) de películas que merecem ser revistas, sempre. Um enredo monótono, dirão alguns – mas o conteúdo se apreende na primeira sessão; as seguintes valem pela beleza (que é o que resiste). Eis aí: um excelente trabalho brasileiro, sobre o tempo e o silêncio.

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