Birgit Jürgenssen

Na postagem anterior, citei rapidamente esta artista, com um comentário que era mais um lembrete a mim mesma: “a autoderrisão é uma forma de estratégia autobiográfica”. Isso diz muito da obra de Birgit, que circula por diversos materiais com destreza. Seja no desenho, na fotografia, na escultura ou na performance, seu trabalho sempre questiona o corpo, o feminino, os papeis sociais – e Birgit cria com base na paródia, na própria experiência, na vida íntima que, desse modo, universaliza-se.

Há vários outros nomes que vêm associando, ao longo do tempo, a arte com a existência, tentando fazer com que cada gesto cotidiano alcance o patamar estético ou criativo – mas Birgit é um caso à parte, segundo me parece. Ela se traveste, põe máscaras, assume inúmeras posições narrativas, e assim temos uma autobiografia deformada (embora todas o sejam: mas este tipo de obra assume a postura explicitamente). Impossível resumir todos os caminhos que se abrem, dentro desse impulso de esconder e expor em simultâneo. Sugiro ao leitor que visite o site oficial clicando aqui. Por enquanto, fiquem com um aperitivo da produção desta vienense falecida em 2003. A imagem abaixo, inclusive, influenciou profundamente Francesca Woodman na criação da fotografia intitulada “horizontale”.

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