Darín e as repetições

A primeira coisa que faço nesta minha curta estada em Sampa é me enfiar no cinema da Caixa, na Consolação, para ver Sétimo, com Ricardo Darín. Entretanto, essa mania de acompanhar as novidades na trajetória de um artista nem sempre me deixa muito feliz. Parece que o cinema argentino tem perigosamente desgastado um de seus melhores atores, repetindo a fórmula d’O segredo de seus olhos – que é, sim, um excelente filme, mas UM FILME, não um protótipo para outros enredos parecidos, com ínfimas variações. Qualquer espectador mais ou menos assíduo já não suporta ver Darín no papel idêntico de um homem cansado, dirigindo em portenhos congestionamentos estressantes, carregando uma profissão cruel (geralmente a advocacia) que o leva a destruir sua vida amorosa. No repertório do ator, existem alternativas muito criativas em torno deste perfil – o que é o caso de Um conto chinês. Mas Sétimo, definitivamente, não surpreende.

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