As prioridades

É preciso desenvolver um tipo de cinismo ou frieza para manter a própria coerência, em sociedade. A todo instante, estão me propondo – com seduções, ameaças ou chantagens – o desvio das minhas prioridades. Cada assunto desejaria o monopólio, a dedicação absoluta. Mas, se penso nos livros, nos bichos e em tudo o que me faz feliz, digo, ao apelo intruso: “Espere um pouco. Sente neste tamborete. O seu lugar não é num sofá confortável. Quando muito, eu lhe darei alguma atenção, de pé, e sempre de um jeito apressado. Só o amor justifica, para mim, a lentidão.”

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