Raconter (et rechercher) est mystérieux

É raro mas acontece de o espaço acadêmico nos trazer reflexões sobre o sublime. Pensar na vida (e nos textos) para além da ciência – ou admitindo que esta só vai até um certo ponto, à beira do abismo, onde podemos nos acomodar para ter as esperadas vertigens – foi o que aconteceu nesta segunda-feira, quando tive a dupla sorte de:

– pela manhã, participar da defesa de dissertação da Juliana Braga (com um ótimo trabalho em literatura comparada, sobre Maria Gabriela Llansol e Maurice Blanchot), e

– pela tarde, desenvolver uma conversa, junto ao grupo SEMIOCE, com Jacques Fontanille e, depois, acompanhar sua palestra sobre “Formas de vida” – prelúdio para um livro, que agora me traz as mesmas promessas que Barthes, Foucault, Blanchot, Merleau-Ponty e Greimas, por exemplo, sempre me fizeram (e cumpriram), ou seja: produzir, com um texto teórico, o prazer semelhante ao de um texto artístico.

Não posso deixar de sentir um grande alívio, talvez até maior do que a felicidade desses momentos. É a motivação de que preciso, para me entregar a essa fase de pós-doc, que em verdade já começou…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s