Rir com Baudelaire

Baudelaire, bom de ler, já diziam os antigos – e descubro o ensaísta, quase tão encantador quanto o poeta. Em estudo sobre o riso, Baudelaire pode não convencer tanto quanto Bergson, mas tem passagens engraçadíssimas, como esta:

“A concordância unânime dos fisiologistas do riso sobre a principal razão desse monstruoso fenômeno bastaria para demonstrar que o cômico é um dos mais claros signos satânicos do homem e uma das inúmeras complicações contidas na maçã simbólica. Por sinal, sua descoberta não é muito profunda e não vai longe. O riso, dizem, vem da superioridade. Eu não ficaria surpreso se diante dessa descoberta o fisiologista se pusesse a rir pensando em sua própria superioridade.” (“Da essência do riso e, de um modo geral, do cômico nas artes plásticas”)

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