Amar os museus

“Quem precisa da França sem o Louvre?”, “Quem seríamos sem os museus?”, “Se os retratos nunca tivessem sido inventados, quem eu seria, sem os olhos dos que viveram antes de mim?”

Estas indagações já valem a ida ao cinema, para ver Francofonia, de Alexander Sokurov. Outros motivos: a narração em russo; as imagens iniciais, com fotografias de Tchékhov, e a construção do enredo, com uma metalinguagem interessante (embora os fantasmas de Napoleão e da França personificada tenham me parecido recursos ingênuos). Mas o conteúdo principal, que pesa com maior consistência, é a história em torno de Metternich. O oficial nazista, transformado em curador das artes pela Europa, ajudou a proteger a coleção do Louvre, deixando-a escondida no castelo no Vale do Loire, para onde tinha sido evacuada.

Tantas reflexões em torno da arte e da guerra – extremos que nos definem enquanto humanos – inspiram o desejo de ver também A arca russa, do mesmo diretor, sobre o Hermitage. Descubro neste link que há ainda a promessa de Sokurov de fazer filmes sobre o Prado e o Museu Britânico. Boas notícias, e tão necessárias!

Em tempo: ontem, além de Francofonia, estive no cinema para uma sessão do Aquarius. Mas a obra do Kleber de Medonça Filho merece uma postagem demorada, que prometo para breve.

 

 

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