Ressuscitando Barthes

Depois do horror passado com o livro de Binet (veja postagem abaixo), eu precisava voltar ao Barthes, que, se não é um autor completamente idolatrado por mim, tem passagens capazes de me transportar ao mesmo nível aonde Lispector me leva. Por exemplo:

“eu me interessaria por ver meus olhos somente quando eles te olham”

Fichado: estou fichado, fixado num lugar (intelectual), numa residência de casta (se não de classe). Contra isso, só uma doutrina interior: a da atopia (do habitáculo em deriva). A atopia é superior à utopia (a utopia é reativa, tática, literária, ela procede do sentido e o faz avançar).”

“(…) o prazer que cai, cai para sempre, insubstituível. Outros prazeres vêm, que não substituem nada. Não há progresso nos prazeres, apenas mutações.”

“a enxaqueca também acaricia certos dias meus”

“meu corpo é debilmente teatral para si mesmo”

“(…) a função de toda gaveta é de suavizar, de aclimatar a morte dos objetos, fazendo-os passar por uma espécie de lugar piedoso, de capela empoeirada onde, sob pretexto de os manter vivos, arranjamo-lhes um tempo decente de triste agonia”

“Para destruir, é preciso poder saltar

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