Varda

 

Trechos de uma entrevista conduzida por Hans Ulrich Obrist:

“(…) o acaso da vida privada, o acaso dos encontros determinam também o que fazemos”

“Não tenho vontade de fazer cinema autobiográfico. Tenho vontade de fazer um cinema em que eu exista dentro do filme, e principalmente quando é um filme sobre os outros.”

(Oh, Agnès, você tem tanta razão!)

Varda, única e múltipla

Que o cinema de Agnès Varda é feito de contrapontos e diálogos entre opostos, já se sabe – mas ainda assim a gente perde o fôlego quando encontra uma declaração tão lúcida como esta:

“Je n’ai aucune difficulté à admettre qu’on peut être soi et son double, soi et son contraire. On a une pensée et celle est combatue par une autre qui est aussi valable.” (do livro Agnès Varda: le cinéma et au-delà. org. de A.Féant, R. Hamery et E. Thouvenel)

A busca de coerência pode ser uma prisão, afinal.