Da Arte

Arte para resistir (e existir). O final de semana foi bem fértil neste quesito, em Fortaleza. Sexta-feira à noite, houve a efêmera exposição de vários artistas (dentre eles, os excelentes Felipe Camilo, Iana Soares, Marco Aurélio e Fernando Jorge) no ateliê do Rian Fontenele. Foi muito bom reencontrar a Corona e um novo desenho dela – e, óbvio, estar entre as obras, sentindo a efervescência do processo criador, é algo que me deixa revigorada. Existe um prazer especial em ser plateia, em fruir daquilo que alguém criou: é um tipo de meditação, às vezes; pode ser incômodo, prazeroso ou sublime também – mas quase nunca me deixa indiferente.

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No sábado de manhã, a abertura da expo Os pensamentos do coração, em homenagem ao Leonilson, trouxe outra alegria semelhante. O Sobrado José Lourenço ficou lindo com tantas peças-de-primor! Destaco aqui Made in China, do Yuri Yamamoto, Me deixa fazer o caminho de volta, da Raissa Cristina, e Corpo dissecado para autópsia sensitiva, do Nilo Lima Barreto:

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Bom também foi encontrar, num outro espaço do Sobrado, a expo Biwá, com arte quilombola – e ler esta delícia: “Biwá significa “nasceu para nós” em Yorubá. Eu conto, diz o griô. Nós te escutamos, respondemos. Era uma vez, afirma o griô. Era uma vez no tempo, respondemos. E assim começam as narrativas.”

Aprendi também que parangolé quer dizer conversa… Tudo é texto, afinal: a roupa e o próprio corpo.

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