O que há de vir

Le nouveau livre

Sim, e já quero – muito – viajar de novo!

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Pelo Bloomsday

Hoje, em homenagem às perambulações do romance joyceano, também tracei o meu percurso particular. Desde que voltei a Fortaleza, não tinha mais feito dessas caminhadas de improviso; apenas aquelas com rumo fixo, geralmente o mar. Pois o entardecer deste 16/06 me viu andando pelo centro, com uma câmera, um caderno de anotações e a chave de casa – apenas. Estava certo, Leopold: um dia equivale a uma vida, se contarmos o percurso dos pensamentos, além daquele dos pés.

Exercite a nudez

E acabo de encontrar, neste trecho do poema “Formas do nu”, do João Cabral, uma grande ressonância com minha A nudez como retórica (que você lê duas postagens abaixo):

O homem é o animal

mais vestido e calçado.

Primeiro, a pano e feltro

se isola do ar abraço.

 

Depois, a pedra e cal,

de paredes trajado,

se defende do abismo

horizontal do espaço.

 

Para evitar a terra,

calça nos pés sapatos,

nos sapatos, tapetes,

e nos tapetes, soalhos.

 

Calça as ruas: e como

não pode todo o mato,

para andar nele estende

passadeiras de asfalto.

sabi